INTERVENÇÕES PEDAGÓGICAS - 1º SEMESTRE 2016

ATIVIDADE: Trabalho Escravo Contemporâneo: práticas e imaginários coloniais em Mato Grosso do Sul

LOCAL: E.E. Vilmar Vieira Matos

OBJETIVOS:
·         Geral:
o   Compreender a dinâmica do trabalho na contemporaneidade e os desafios para a eliminação do trabalho escravo.
·         Específicos:
o   Discutir a organização social do trabalho na história da formação da sociedade brasileira aos dias atuais;
o   Identificar os setores em que há o predomínio do trabalho escravo e o perfil (classe/gênero/raça) desses(as) trabalhadores(as) do Brasil e do estado de Mato Grosso do Sul;
                 o   Analisar os discursos em torno dos povos indígenas de Mato Grosso do Sul em relação ao trabalho e as transformações do espaço social que (re)produziram no imaginário social sul-mato-grossenses estereótipos étnicos.

METODOLOGIA/DESENVOLVIMENTO:
Atividade expositiva e dialogada, onde os(as) bolsistas iniciarão apresentando uma (1) imagem de uma carteira de trabalho questionando os(as) alunos(as) sobre a sua representatividade – conquista de direitos trabalhistas e a anulação para alguns setores/atividades/trabalhadores(as). Em seguida apresentaremos o contexto histórico de abolição da escravidão, os direitos trabalhistas e as suas configurações/faces na contemporaneidade, de modo a promover o debate entre os(as) alunos(as) sobre qual era a dinâmica do trabalho no Brasil Colonial, quem eram escravizados e as atividades, qual foi o destino dessa população após abolição, os principais direitos conquistados na Legislação Trabalhista desde a década de 30, se existe ou não trabalho escravo ainda no Brasil, e se existir, em quais atividades há um maior predomínio e qual é a população mais vulnerável. Com base nos questionamentos, apresentaremos os dados estatísticos da fiscalização de erradicação do trabalho escravo do Ministério do Trabalho e Previdência Social realizando um recorte entre os anos de 2006 a 2015. Os dados serão apresentados, inicialmente, nos números de ocorrências no contexto geral brasileiro e, por fim, especificamente os casos registrados no Mato Grosso do Sul. E partir dos dados, sustentaremos a tese de que ainda existem trabalhos em situações análogas a de escravidão, sobretudo, no nosso contexto regional com o predomínio da atividade do agronegócio. Sob o imaginário “de que o trabalho escravo é aquele que acorrenta”, serão apresentados casos de trabalhadores indígenas em situação de escravidão contemporânea no Mato Grosso do Sul, demonstrando as condições de trabalho e os estereótipos étnicos (re)produzidos no contexto sul-mato-grossense. Ao final da atividade, espera-se que os(as) alunos(as) da Educação de Jovens e Adultos identifiquem a importância do olhar sociológico para a compreensão da sua realidade social e a desconstrução dos estereótipos associados aos povos indígenas da região.

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 ATIVIDADE: O processo de colonização no sul do estado de Mato Grosso do Sul e os impactos sobre povos indígenas


Local: E.E. Ministro João Paulo dos Reis Veloso

 
Objetivo geral:
Apresentar as diferentes frentes de colonização no sul de MS, seus interesses, e impactos sobre os povos indígenas, mais especificamente, os Guarani e Kaiowá.
Objetivos específicos:
Conhecer as frentes colonizadoras, ajustadas ao projeto nacional de colonização e “ocupação” das fronteiras brasileiras, como o Barão de Antonina (1846), a Cia Matte Laranjeiras (1880 – 1940), e a Marcha para o Oeste feita pelo governo de Getúlio Vargas, quais os motivos e interesses para tal colonização, e as consequências sobre os indígenas que viviam nessa região no processo de colonização.
Metodologia:
Para começarmos vamos entregar/ler uma poesia do autor sul mato-grossense Emmanuel Marinho, com o título: Genocídio; sabendo que os alunos já tem uma experiência/ideia própria sobre a questão indígena, a intenção de apresentarmos primeiro a poesia, é de que os alunos tragam à tona suas lembranças e percepções sobre os indígenas atuais, não ignorando o conhecimento já construído de cada um sobre o tema. Partiremos da linguagem “poesia” para refletir sobre a situação atual dos indígenas, e como, através do processo de colonização, eles chegaram a tais condições.
Sobre o processo de colonização, pontuamos três “frentes colonizadoras”, a primeira a mando do Barão de Antonina (1847), que tinha a intenção de “civilizar” – os índios – e povoar essa região – sul de MS; a chegada da empresa extrativista Cia Matte Laranjeira (1880 – 1940); e a Marcha para o Oeste, realizada pelo governo de Getúlio Vargas para povoar e industrializar o “sertão”.
 


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ATIVIDADE: A questão indígena e a luta pela terra

 


Local: E.E. Antonia da Silveira Capilé
Objetivo: O objetivo da atividade foi abordar elevantar um debate sobre a temática indígena nas turmas de segundo e terceiro ano do ensino médio. Essa abordagem foi orientada em torno da contextualização histórica do processo de colonização da região de Dourados e cone sul de Mato Grosso do Sul e do processo de desterritorialização das sociedades indígenas com a formação das reservas indígenas. Através da contextualização histórica da espoliação das terras indígenas pelo processo de colonização foi levantado o debate sobre a questão atual da luta pela terra no Mato Grosso do Sul.
Metodologia:A oficina foi desenvolvida a partir da exposição do tema e através das questões levantadas pelos alunos e pelas alunas durante a atividade. A exposição do tema foi feita através de slides, fotos e dados estatísticos relacionados à temática discutida.
Resultados: Através dessa atividade foi possível perceber certa resistência dos alunos e das alunas com relação ao tema. Na maioria das turmas foi bastante marcante a presença de ideias que colocam as sociedades e os grupos indígenas em condição de subalternidade. Mas, por outro lado, é possível notar o envolvimento de alguns alunos e alunas com o tema a partir do questionamento dessas ideias. A atividade mostrou o desafio de trabalhar a temática indígena na escola no sentido de desconstruir as ideias que contribuem para subalternização e legitimação da opressão dos povos indígenas.  
 
 
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 ATIVIDADE: Painel comemorativo dos 40 anos da Escola Estadual Antonia da Silveira Capilé

 

 
Local: E.E. Antonia da Silveira Capilé
Neste ano de 2016 a Escola Estadual Antônia da Silveira Capilé completa 40 anos. Para comemorar a data, a equipe da escola criou o Projeto Capilé 40 anos, carro chefe das atividades a serem desenvolvidas por todas as áreas de conhecimento do currículo dos alunos. Várias atividades forma planejadas para serem executadas durante o ano, como Concurso para slogan e frase do projeto, pesquisas sobre a educação ao longo das décadas desde a criação da escola na década de 70, atividades relacionadas a área da saúde para conscientização (Combate à dengue), Caminhada, visita de ex-alunos da escola, entre outras. Em parceria com a escola o projeto Pibid tem apoiado as atividades e contribuído para suas execuções. O Pibid Ciências sociais colaborou com as atividades de pesquisa sobre educação, apresentou oficinas e confeccionou um painel sobre a História de vida da Patronesse da escola, Sra. Antônia da Silveira Capilé.
 
Objetivo: A finalidade dessa atividade foi atender à solicitação da escola da participação do Pibid de Sociologia na elaboração de atividades comemorativas do aniversário de 40 anos da escola. A atividade foi desenvolvida através da confecção de um painel que abordou o protagonismo feminino na história com o objetivo de levantar um debate sobre a questão de gênero. Através de textos e imagens o painel mostrou a participação de várias mulheres na história e em especial a história de Antônia da Silveira Capilé, nome que leva a escola. Além disso, a partir do tema “o protagonismo feminino na história” abordamos no painel um glossário de termos do feminismo, com o objetivo de colocar em evidência algumas formas de opressão feminina.
Metodologia: Para a confecção do painel foi realizada uma pesquisa sobre algumas personalidades femininas e, em especial, sobre a biografia de Antônia da Silveira Capilé, bem como sobre alguns termos do feminismo como sororidade, empoderamento, machismo, patriarcado, mansplaining, manterrupting, bropriating etc.
 

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ATIVIDADE: OFICINA COM A TEMÁTICA INDÍGENA

 

 

Local: E.E. Presidente Vargas

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PLANO DE ATIVIDADE


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